Onde é mais barato e mais caro arrendar em Portugal?

Onde é mais barato e mais caro arrendar em Portugal?

O mercado de arrendamento está sem rumo, onde a oferta e a procura não se encontram, contudo, saiba onde estão as rendas mais baixas e as mais altas no país.

Segundo os dados do gabinete de estudos da APEMIP sobre o arrendamento residencial em Portugal continental e nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, indicam, além do maior e do menor valor médio distrital praticado, os valores mínimos e máximos indicados por parte de quem procura e de quem oferece casa.

Ao nível da procura, o preço mais baixo apontado para arrendar casa é de 200 euros, registado no distrito de Leiria, onde o valor médio de renda é 339 euros.

Já o preço máximo da procura encontra-se no distrito de Lisboa, com o valor de 600 euros (perto de metade do valor realmente praticado).

Quanto à oferta, o estudo revela que o distrito de Portalegre apresenta o preço mais baixo para arrendamento residencial em Portugal, com um valor médio de 269 euros, enquanto Lisboa é o distrito mais caro, com uma renda média de 1.104 euros.

Especificamente no distrito de Lisboa, o preço mais baixo da oferta para arrendamento de casa está no concelho de Sobral de Monte Agraço (300 euros), enquanto o concelho de Lisboa se distingue com a renda mais elevada (1.210 euros). Em relação à procura, a renda mínima refere-se à Azambuja (200 euros) e a renda máxima a Mafra (800 euros).

Arroios é a freguesia mais barata e as Avenidas Novas a mais cara de Lisboa

Se estreitarmos ainda mais a pesquisa, no concelho de Lisboa, o preço mais baixo da oferta para arrendar casa está na freguesia de Arroios (400 euros) e a freguesia das Avenidas Novas tem a oferta de arrendamento mais elevada (1.836 euros). A procura prevê a renda mais baixa na freguesia do Beato (200 euros) e a renda mais elevada na freguesia de Alvalade (987 euros).

Subindo para o Norte, no distrito do Porto, o concelho de Felgueiras é o que apresenta o preço mais baixo da oferta para arrendamento de casa (225 euros) e o do Porto possui a renda mais cara (1.185 euros).

Ao nível da procura, os concelhos de Penafiel, Santo Tirso e Trofa apresentam as rendas mais baixas, que andarão por volta dos 200 euros, enquanto o concelho do Porto lidera a lista dos municípios em que é esperada uma renda mais elevada (555 euros).

Campanhã é a freguesia mais barata e as Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde as mais caras do Porto

No concelho do Porto, a freguesia da Campanhã apresenta uma renda mais barata (471 euros), enquanto a União das Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde dispõe de uma oferta mais elevada (1.691 euros). Quem procura casa espera encontrar a renda mais baixa na União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória, por 225 euros, e a renda mais cara na União das Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos, por 1.033 euros.

Albufeira é o concelho mais barato e Loulé o mais caro no distrito de Faro

A Sul, no distrito de Faro, o concelho de Loulé dispõe de uma oferta de arrendamento mais cara (777 euros) e o concelho de Albufeira tem a oferta mais baixa (418 euros).

Os arrendatários procuram por rendas mais baixas nos concelhos de Aljezur, Lagos, Silves, Vila do Bispo e Vila Real de Santo António, onde o valor mínimo é de 200 euros. Já o valor máximo da procura é de 900 euros, em Aljezur.

A maior procura para arrendamento residencial em 2015 foi no concelho de Lisboa (9,61%), seguindo-se Vila Nova de Gaia (8,13%) e Porto (7,59%).

Luís Lima, presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), revela que o mercado do arrendamento urbano em Portugal continua a ter um “grande desequilíbrio entre a oferta e a procura” e que os preços das rendas são elevados.

“As rendas deviam baixar entre 30% e 40%”, defendeu o responsável, na apresentação de dados sobre a evolução do mercado, considerando que 2016 vai ser “o verdadeiro ano do mercado do arrendamento”.

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Lusa/DI – Diário Imobiliário

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